Entre dois pulmões isto foi libertado. A respiração que me capturou. O suspiro que me soprou para a frente porque estava preso entre dois pulmões.
Os meus pés a correr, podiam voar. A cada respiração eu grito "somos todos muito jovens para morrer".
Entre dois pulmões isto foi libertado. A respiração que passaste de ti para mim, que voou entre nós enquanto dormíamos, que deslizou da tua boca para a minha. Isto arrastou-se.
Todos os dias de preces foram-se. Os dias de roubos não ofegavam mais por um suspiro. O ar preencheu-me da cabeça aos pés e eu posso ver o chão distante.
Eu tenho este suspiro, agarro-me com força a ele e guardo-o no meu peito com toda a minha força. Eu rezo a Deus para que este suspiro possa durar enquanto ele empurra os seus lábios contras os meus. Enquanto eu ofego.
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