Bem, eu não contei a ninguém mas um pássaro voou por aqui, viu o que eu tinha feito, fez um ninho lá fora e cantou sobre aquilo no que eu me havia tornado. Ele cantou tão alto e tão claramente que fiquei com medo que todos os vizinhos ouvissem. Então convidei-o para entrar, apenas para argumentar com ele. Prometi que não iria fazer aquilo de novo. Mas ele cantou cada vez mais alto dentro de casa e, agora, eu não podia expulsá-lo. Então prendi-o dentro de uma caixa de papelão e fiquei sobre ela para o fazer parar.
Peguei no pássaro e a sufocar o barulho eu disse: "esta é a última canção que vais cantar". Segurei-o de cabeça para baixo, parti-lhe o pescoço e ensinei-lhe uma lição que ele jamais esqueceria. Mas os meus sonhos foram assombrados com aquele velho conhecido "piu, piu, piu". Abri a boca para gritar e berrar, agitei os braços desorientada mas eu não conseguia gritar, eu não conseguia berrar. O som estava a vir da minha boca. Piu, piu, piu.
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